sábado, 20 de julho de 2013

Acordei molhado. Da cama pingava um liquido viscoso, meu pulso pulsava lento.
Meio tonto, eu olhava da cama, o que estava na mesa, fechava os olhos com força, me assustava, mas não podia me mover.

Balançava os pés, olhando-me com sorriso chacal.
A luz turva caia no quarto, e meu calor me dava adeus.

O suor começava a sair frio, enquanto os olhos me olhavam, a luz diminuía, e ela se aproximava, parecia não tocar o chão, levitava lentamente, não havia som... Ela se aproximava, deitava ao meu lado, acariciando meu cabelo, na velocidade do pulso...
Parou, pôs-me no colo e levou-me consigo


O diário de um passageiro