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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O que levar na bagagem?



                   Em casos de despedidas já ajeito o coração e me preparo para o que vier.

Em épocas de mudanças, ter que encarar o incerto é a única certeza que temos e analisar o que levar nessa viagem louca da vida faz-se necessário.

Ir embora... Ter que dizer adeus a um tanto de coisa. Despedir de pessoas que deixaremos um pouco de nós e levaremos um pouco delas consigo. Pessoas que talvez um dia conte delas para seus filhos ou lembrar-se delas quando um dia sem querer encontrar fotos antigas num álbum velho.

Para o que dizer adeus? Para coisas ruins que não voltarão, as angústias, pesadelos e dores, dizer adeus para cada vez que não desejou estar ali e quis gritar e sair em busca de felicidade, de liberdade. Dar adeus ao “lugar vago” que na verdade não era seu... Entender que você só esteve ali de passagem.

Mas, nas malas irão muito mais que pertences, mas perspectivas e lembranças do que se viveu e a saudade, que te juro que vai aumentar, da mãe, pai, irmãos, dos ursos que ficam sobre a cama, até das conversas tolas dos dias tediosos.

Aquela certeza que tudo vai mudar...

O apego do ‘‘óculos de formatura” é ilusório, podes crer! Mas, aprendemos com Exupéry que o essencial que é invisível aos olhos, não se perderá com a passagem do tempo.

E de antemão, te aconselho, as coisas boas não precisa por na bagagem, apenas leve no coração para não pesar as malas. No seu coração caberá de bom tamanho e ainda sobrará espaço, pois quando se trata de coração não são tão simples quanto pensam... E ainda mais o seu.

Espero ter um lugarzinho nele, pois sei bem que deve ser um lugar bem bonito de se estar.

Capsula destinada a Alê.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Pelo lado de dentro de casa...

 eu escutava algo que se arrastava lá fora, aproximei-me devagar da velha porta e pressionando o rosto contra a frieza da noite, encostei meu olho pelo buraco da fechadura. Naquele momento, me arrependi de estar ali.
Diante daquela visão, as mãos começaram a ficar trêmulas e frias, o medo sucumbia meu corpo, que não conseguiu se mover ao sentir o sopro ao pé do ouvido direito, não havia saída.
O que se arrastava ficou de frente para a porta, e apesar de não ter visto olhos em seu rosto... Ele me observou.
E sem ver seus lábios, eu sabia que ele sorria... Um sorriso gelado
Um presente para mim.




O diário de um passageiro

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Do lado esquerdo

Dizem que o tempo nos marca... Concordo
Mas em outros aspectos o que nos marca mesmo,
São as pessoas que aparecem nesse espaço de tempo chamado de vida...
Tantas pessoas passam por ela, nos mudando, nos transformando, levando e deixando uma parte de si...
Uma força maior que junta personalidade, energia e conhecimento.
Mundos diferentes que se misturam e se combinam
E as vezes nos deparamos com perguntas simples como: O que são amigos? Eu acredito que são pessoas que estão ao nosso lado, as vezes estando longe, mesmo não se vendo todos os dias, pessoas que nos apoiam, que nos põe apelidos, que as ligamos só para dizer: "tá fazendo o que ai?" ou "tu não sabe quem eu acabei de vê agora", haha pessoas que amamos e queremos bem, sem ter laços de sangue...
O tempo traiçoeiro, assim como mostra essas pessoas ele também as afastam...
Iremos levar na lembrança, algumas delas que de agora em diante irão seguir seu caminho.
Mas aqueles que realmente cativaram... Permanecerão e estarão contigo para sempre!




Pequena cápsula destinada a Evangelista.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Ouvir estrelas não foi por acaso

Do acaso que o trouxe
Ô moço, que encantador são seus olhos doces
Tanta coisa entre a gente parecida, você lembra? E eu diria: acaso
''Ouvir estrelas'' um comum tão raro, e eu diria, acaso
E conhecendo pouco, não sei como isso pode ser.
Quem mandou essas notícias pelos ventos do sul? E que distância é essa que cabe entre nós?
Há pouco eu tinha me esquecido desses acasos, mas os ventos que me sopravam ao pé do ouvido na noite passada dizia o seu nome, contava alguma coisa de outrora, coisas que ficaram nas marcas do tempo e elas diziam que queriam voltar.
Acaso?
Mas esses olhos doces me são conhecidos
Eles parecem ter o poder de desnudar mentes...”Marcas de Ayer”
Já nos encontramos moço
E agora, pode ser chamado de acaso
Mas, já nos encontramos longe daqui

E, apesar dessa distância já entendemos e ouvíamos juntos as estrelas.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Indo embora


Pegando as malas e as lembranças
E no meio das mudanças e dos paradigmas o tempo escolhe o que vai e o que precisa ser deixado para trás...
Nunca paramos de crescer...
Mas como saber se está crescendo certo? O que é ser gente grande?
O Tempo esse deus arrasador
Esse deus que só passa, mas que sua passagem
Nos muda e nos destrói
Nos envelhece.
Quem estabeleceu o jeito certo de envelhecer, errou.
O que cada um leva nas malas difere de um para o outro, será que há um jeito certo mesmo?
Envelhecer sendo um pouco de menina e menino para mim é bonito.
Pois, haverá menos lembranças
Talvez não há respostas para algumas perguntas
Mas, sei que todos os dias partes de nós vão embora.
Não é fácil dar adeus para elas
Mas, o deus Tempo os arrasta, sem direito a escolha...
Sem tempo para o adeus...

Sem tempo para nada.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Até mais.

Desde criança esperamos coisas da vida, esperamos que coisas que queremos aconteça.
Mas, e quando acontece o que a gente não quer? Pode ser egoísmo, pode ser, Raul disse que todo mundo é.
E agora, logo agora, uma despedida. Não estou preparada, nunca estarei.
Despedidas... As odeio tanto que se pudesse me dividiria em várias e acompanharia as pessoas que amo quando essas decidissem partir para a outra rua, para outra cidade, para outro estado.
Meu amigo, isso não é fácil...
Meu amigo, isso não é fácil e ainda mais para quem fica.
A vida é marcada por momentos, como uma estrada
Nessa estrada várias estacas definem um marco, um acontecimento.
Esse é um simbolo.
E pessoas ao redor vão achar que é pouca coisa, mas não é... É um fim.
Uau, me sinto como uma adolescente me despedindo da adolescência, talvez tenha um ''que'' de adolescência indo embora, um ''que'' de tudo.
Despedidas... É um momento de divisão, mas também de troca, lembranças, conversas, histórias, é um marco na estrada da vida, da minha.
A estaca que foi cravada é profunda, criou raízes e há dor para isso, só eu sinto.
O tempo é água e ar... não se pode agarrá-lo e guardá-lo para si, por mais que tente-o prender, ele se vai... Assim como tudo...

Mas este marco vai estar enraizado em mim... Para sempre

sexta-feira, 22 de novembro de 2013


Vinde os pássaros negros,
Que do canto de lá traziam consigo
Cantavam o canto da morte nos dias de perigo.
Noutro tempo, longe deste
Sob a luz que refletia nos olhos
Corria desnuda
Queimava-lhe as curvas
Ardente.
Era fogo, era chama, era proibido.
O fogo quebrava violentamente o escuro, o rasgava, o abria, pedia espaço.
Da madeira que alimentavam o fogo, corria a seiva,
O branco virava rosa mesclado com o sangue.
Gritos ecoavam no ar, e os gritos viravam matéria.
Balbuciava coisas, palavras antigas
Do outro lado os pássaros... ouviam-se  seus cantos.
Rodeavam o carrasco, batiam quase em partida.
A morte espiava do escuro.
Enquanto a fumaça das chamas mesclava com tom de guerra a praça.
Vinde os pássaros negros, que de outro tempo vinham entoar
A morte faziam companhia e a música cantar.
Por trás da veste escura, se despontava,
O povo já não estava
As chamas já tinham feito o trabalho.
A música ao fundo parava de ecoar, as cinzas da carne sopravam no ar.
Com Adagas, cortou a corta que prendia os pulsos.
Deram- nas todas a mão de bom grado.
E perdiam-se de vista em outros tempos.
Vinde, os pássaros negros que do outro lado vinham
Cantando o canto da morte,
Que com tristeza trazia consigo

Anunciando a morte nos dias de perigo.

sábado, 3 de agosto de 2013

Acordo.

Não posso mentir, nem faço questão de esconder,
Eu sou uma romântica exagerada, louca, ao ponto mais expressivo que se pode haver
Mas de um tempo pra cá parece que estou aposentada desse meu oficio,
As vezes me pego em pensamentos, tão diferentes dos que eu já tive,
Eu não sei o que aconteceu, não sei o que é, ah, e esse texto também não é poético, e você pode pensar; - “nossa Denise! cadê rimas e os estrofes por aqui?” E eu vou lhe responder, hoje não estou me importando com a sonoridade das palavras, só com o sentido delas.
É, hoje eu só quero desabafar, fazer um texto com que o que tá na minha cabeça, exteriorizar esse papo com Denise, sim, eu converso comigo mesmo, pode ser narcisismo, mas tenho sido uma companhia muito interessante enquanto não encontro uma pessoa, quero dizer a pessoa, vou continuar fazendo dupla comigo.
Mas, sonhar não é proibido, ao invés disso é uma porta aberta para a liberdade, é, eu quero uma pessoa que me arraste para a esta porta.
Uma pessoa que eu posso ligar a hora que eu quiser, uma pessoa que eu não precise me preocupar com orgulho, nem com joguinhos, aquela pessoa que vai estar na escrivaninha colocando em prática aquele livro que ele pretende escrever, enquanto eu estarei na cama que eu acabei de acordar e sem que ele perceba, vou ficar olhando aquele momento, e só quando ele perceber vai levantar e vir me dar um abraço e um beijo de bom dia. Vou jogar para o alto waffles de creme, para ele rir, e se nenhum cair no chão dividiremos alguns deles com chocolate, adoro chocolate.
Iremos fazer dueto de voz e violão, e quando chover tomar banho de chuva no quintal de casa.
É assim que eu quero, é assim que eu desejo, e você leitor, pode dizer; “-mas Denise, você parece tão independente ou se diz ser” e eu lhe respondo novamente, - desde quando para ser independente precisa abdicar de carinho e amor puro, amor quente?
Iremos assistir Across, e dançar alguma dança ao som de Beatles no tapete redondo e macio da sala, fazer viagens malucas, e escalar montanhas, imitar astros do rock dos anos 80, e tentar fazer moicano com shampoo, assistir filme no sábado a tarde, e a noite, encontrar alguns amigos no bar, ou na nossa casa, ou na casa de algum deles.
Eu irei dar colo quando ele precisar, e também serei a menina quando eu quiser ser.
Um amor de poeta, e poderei dizer a clássica frase: Quando um poeta te quer ...
Ele te quer com o corpo, ele te quer com o coração,com a boca, com os olhos, com pernas e os braços com nariz, com a alma.
Ritmo, entonação, Piração
Loucura, doçura.
Mas isso tudo, só quando eu encontrar, enquanto isso continuo com a velha companhia de jogo na cintura.
Aguardo e guardo dentro de mim, esse acordo que eu selei com essa outra alma há 



21 anos atrás, antes de vir    para cá.


sábado, 20 de julho de 2013

Acordei molhado. Da cama pingava um liquido viscoso, meu pulso pulsava lento.
Meio tonto, eu olhava da cama, o que estava na mesa, fechava os olhos com força, me assustava, mas não podia me mover.

Balançava os pés, olhando-me com sorriso chacal.
A luz turva caia no quarto, e meu calor me dava adeus.

O suor começava a sair frio, enquanto os olhos me olhavam, a luz diminuía, e ela se aproximava, parecia não tocar o chão, levitava lentamente, não havia som... Ela se aproximava, deitava ao meu lado, acariciando meu cabelo, na velocidade do pulso...
Parou, pôs-me no colo e levou-me consigo


O diário de um passageiro

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O som da gaita...


Soando o som da vida.
O som do coração... Pobre coração, que com tanto esforço guardou-se, fez uma construção.
Pensou que estava protegido de bandidos, das pessoas.
Iludiu-se
No som da gaita que soava o som da vida escutaram, som de machados.
Alguém quebrava seu muro, sua proteção, tirava do castelo.
E te trazia pro mundo, o som da gaita aumentava.
A vida aumentava
Agora não havia muros para atrapalhar a visão, estava tudo diante de si,
A dança, o cheiro, o tono da voz, as cores ganharam vida,
E a gaita aumentava a vida,
E o passo diminuía, diminuía e depois de sentir a vida, dois rodeios...
A queda
Não havia mais proteção, nem muros e quem a tirou da construção, partiu.
Estava perdida num mundo que não conhecia, que se protegia
A queda, a gaita,
Não havia mais som,
Não há mais o som da vida.
A ausência causava dor.
E o som morria dentro de si.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mais uma madrugada...

.
 O silêncio negro escorria pelas paredes brancas do meu quarto, uma noite fria de inverno; lá fora, o vento varria a rua, entrava pelas telhas, mais uma madrugada em que as trevas esconderam a luz do dia e eu a escutar os sussurros dos sonolentos. E mais uma vez eu aqui para falar o mais clichê possível. O comum, o perturbador, estou falando do amor. O tema dos versos pobres nas últimas capas de caderno, papéis de bala, das guerras dolorosas que se travam dentro de si. Pat Benatar dizia que “o amor é um campo de batalhas”, isso inclui muita dor, corações em péssimos estados, sofrimento. Sim Pat, você estava certa, também somos obrigados a matar uma vez ou outra, é inevitável, é simples, o importante é voltar pra casa. Vivemos a ditadura do amor, vivemos no ditar da dura realidade do amor. Enquanto durar a procura... Entregar-se? Entregar-se à solidão. Se o amor não compensar, saia depressa, não escute o que Vinicius dizia, o amor que não compensa não é melhor que a solidão, ou não. Amar, A – mar ... Na imensa solidão, no mar de gente que vive atrás do amor em vão, é para todos, ou não? Se existir, os desencontros da vida impedirão. Bendito é o amor que se sente na madrugada, puro. Vinde a Loucura, louca doçura que nos enfeita e enfeitiça, embebido pelo doce do amor. Doce ilusão que nos dá esperança, afinal, existe ou não? Vivemos procurando... Maldita Pandora, castigo dos homens, e no momento meu coração está meio perdido, meio sem rumo, meio sem dono ou dona, bem, não é o que eu queria. Isso é perturbador, não o amor nem a dúvida. Mas a chuva caindo, quebrando o silêncio da madrugada, o silêncio formando poças negras pelo chão, o sono me olhando com seus olhos fundos, pondo-me no colo, pesando as pálpebras... Caindo no mundo real!







 Texto encapsulado na madrugada do dia 19 de Agosto

sexta-feira, 9 de março de 2012

"... Pois que as mulheres brasileiras estão fora da pauta
de novo e sempre!!
Por culpa dos brasileiros homens e mulheres.
Por comodismo ou por medo."


... Todo dia é dia de luta, nada se resume ao 8 de Março, ontem surgiu nas redes socias, frases feministas e imagens desse tipo, porém hoje, amanhã, semana que vem, todos esquecem, inclusive as mulheres, que ainda ontem se sentiam maior e mais feministas, como deveria ser todos os dias, infelizmente isso não dura.

Venho fazer esse apelo, pelo o fim do machismo.






visite:http://www.sexoagil.com/

sábado, 15 de outubro de 2011

Chove...



Chove...
Noite de sábado
Estava no sofá em conflito comigo,
Enquanto o silêncio escorria pelas paredes brancas da Sala
Lembrei de antigas paixões, ri ao lembrar como tudo passou,
E penso em dar broncas na parte de mim que escolhe as pessoas as quais eu gosto,
Pessoas incertas, pessoas escorregadias
Por que não gostar de quem gosta de nós?
Se privar do sofrimento vale à pena?
Nos dias de hoje, quem se entrega de coração?
Ser de verdade, ser sincero, nada desses tipos de bares
Amor de namorado, de mãe, amor de irmão, de amigo
Todos os amores,
Menos os platônicos, estou aqui pra falar de plural
O bom é dividir com alguém, somares-se a alguém
O amor é o sentimento que estala a brutalidade da vida,
E essa procura desenfreada pelo amor verdadeiro, nos faz viver, nos faz querer estar vivo,
Para poder sentir o real
Para saber que em meio às grosserias, os palavrões e a maldade,
Existe algo maior,
Não entenda por isto, que devemos viver como uma brincadeira de caça ao tesouro, tudo deve ser natural, isso vem de nós.
Nascemos para amar, e isso me faz levantar todos os dias, e me sentir viva.
Por minha mãe, pai, irmãs, amigos, casa, colegas, conhecidos, vizinhos, lembranças, sonhos,
Nesse momento o silêncio que escorria pelas paredes, impregnou em minha carne, e posso ouvir o barulho da chuva, dentro de mim, a se acalmar
E a incerteza de estar aqui ou não num outro dia, me fez escrever esse texto clichê e ridículo, para falar pra todo mundo, que nunca se sabe o dia, de falar o que deve ser dito.
Ou pra permitir-se sentir o que ainda deve ser sentido.
"O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato
O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço
O amor comeu meus cartões de visita, o amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome
O amor comeu minhas roupas, meus lenços e minhas camisas,
O amor comeu metros e metros de gravatas
O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus
O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos
O amor comeu minha paz e minha guerra, meu dia e minha noite, meu inverno e meu verão
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte"


Cordel Do Fogo Encantado

sábado, 17 de setembro de 2011



"Para se poder ser feiticeiro da palavra, para estudar a alquimia do sangue do coração humano,
... É preciso provir do sertão."

(Guimarães Rosa)

sábado, 30 de julho de 2011

"...Para ser sincero, muito me incomoda o moralismo coloquial que, em suma, não passa de 'tagarelice'.

E é neste âmbito da moralidade imbecil e da não-liberdade que me vem à mente um dos temas mais comentados dos últimos tempos: O Homossexualismo e o Casamento Gay.
Não quero expor razões de Direito ou de legalidade, até porque, para isto seria necessário uma pesquisa deveras aprofundada do tema, o que se faz impróprio no momento. Mas, alguém pode me explicar a necessidade dos grupos religiosos conservadores de perseguir estas pessoas que em nada atrapalham a sua vontade maléfica e quase Napoleônica de dominar mentes? (Vontade esta, especialmente desiderada pela Igreja Católica.)

Muito me incomoda o moralismo religioso que vai à imprensa para buscar retirar direitos de pessoas que sabem o que pretendem de suas próprias existências. Qual a verdadeira razão de tentar impedir que duas pessoas que querem construir uma história juntas se unam perante o Estado (laico, diga-se de passagem)?

Ok, admito que não se deva obrigar um Padre (Pastor ou qualquer desses que seja) a realizar aquela cerimônia onde as pessoas vão, especialmente, para desfilar suas roupas novas e cochilar. Mas qual o sentido de se punir um representante clerical que concorde em unir duas pessoas que, em tese, se completam? "


Por João Paulo
http://sucodelimaonoolho.blogspot.com/

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Existe?


Percebas,
Que liberdade é essa que julgas ter?
De corpo de alma, de pessoa...
Que liberdade é essa? Tão silenciosa
Que se precisa estar entre quatro paredes para acontecer
Liberdade camuflada pelas vozes sem som.
Liberdade de não querer tentar por temer
Bocas mudas... Tempos modernos,
Liberdade imposta pelos grandes
Grandes babacas que não sabem o que é viver
Boca grande, mente miúda... Trancafiada
Corre para tua casa, que é onde se sente livre pra valer
Ah... é tanta vontade
Que dá vontade de voltar a bicho ser
Ser bicho, animal
Livre, solto, nu... Sem ser louco
E talvez louco ser, ser humano
Como não somos
Ser de verdade e sentir o que deve existir
Por trás das mentiras, das cascas, das roupas, dos muros
Doce embriaguês que embala minha ilusão
Bruta, vadia, inocente
De corpo e de alma... Abrir
Sem grades, sem distância, sem falácias
Transcender, ser liberdade
Ser poesia.

segunda-feira, 25 de abril de 2011



Ele passou pelo lado de fora do café
Ela já esperava sentada na mesa do canto
Ao barulho do blues e da trinca de chaves na mesa de vidro, seus pés faziam um feio sapateado no chão de madeira do lugar que não estava cheio,
O barulho do sino e uma volta completa na velha porta vermelha que carregava uma placa, “aberto”
Ele entrou, sentou-se de frente a ela que ainda de cabeça baixa enxugava seus olhos, sua boca era vermelha, sua pele era pálida escondida por seus cabelos negros e curtos,
Ele a olhava... Morno, sem coragem.
Ao triste som de Beirut, o anel deslizou do anel do dedo da moça e pousou delicadamente na frente do rapaz.
Olhos cerrados, banhados por lágrimas, imóveis e desafiadores.
O ambiente era o nada, não havia palavras, não houve discussões.
Benjamim gostava dela, mas Dorah sabia muito bem que não era ela que o moço amava...
Ela odiava conveniência.
Mas uma vez houve um barulho de sino e um giro na velha porta
Dessa vez, ela saia.
Sem dizer adeus, sem dizer absolutamente nada.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

A paixão é uma droga



Não, meu caro
Não é o coração,
É a hipófise que se abre liberando Oxitocina.
Hedonismo exacerbado.
Não é nada espiritual
É a Dopamina e a Endorfina,
Entrando em ação.
Aumento da pressão sangüínea
Dores no coração
Aumento do metabolismo
Sensação de opressão
Nervosismo e dependência,
Perda da razão
Aumenta a adrenalina
Obsessão, loucura, discussão
Prende sua mente, libera a alma,
Fonte de erudição
Aumento o fluxo de risadas
Descontrole de conversas chulas
Mas, não tardas a um fim
A doença tem sua auto-cura
Não demoraras tanto tempo assim
Pois envolve o tempo à uma desordem
Que cansa e machuca, cairá em si.
Que é melhor seguir sozinho.







eu revolts aos 17 anos,
se alguém entender de fisiologia, não me mate... (nem tudo que está escrito acima é regra para mim ;D)

sábado, 26 de março de 2011



- Amor 30 segundos
- Florestas 30 segundos
- Jovem 30 segundos


Hora do Planeta: apague a luz para ver um mundo melhor.