sábado, 26 de março de 2011



- Amor 30 segundos
- Florestas 30 segundos
- Jovem 30 segundos


Hora do Planeta: apague a luz para ver um mundo melhor.

terça-feira, 8 de março de 2011

Som sem letras

Na rua, na balada
Num carro de noite.
O som sem letras e de melodia barata
Ecoa no silêncio na madrugada
Os ouvidos são obrigados a acolher
O lixo intoxicante sem nenhum prazer
Na má educação e na falta do ler
Fazem soluções de palavras cruas na desordem desatinada
Um barulho de uma sexta-feira na Avenida Paulista
Com inúmeros preconceitos para com a alma feminina
E sendo que essas mexem seu corpo numa dança horrenda para baixo e para cima,
Desconhecendo os grandes poetas...
De toda essa desgraça,
Sem nenhum dom,
O som sem letras e de dança doentia
Alinhados aos sons guturais ritmados que deixam a massa alienada louca a requebrar,
É um gosto desgostoso
Como um vírus, que erroneamente se espalha
Na Rua, na balada
Ridicularizada, por existir
A alegria exagerada incentivada pela ignorância
Som sujo, som podre na praça.
Movida por porcarias que vão ao ar
No capricho e pela “capricho”
Pelo “gimme more”,” gimme more”
Sem nenhuma noção.
O som continua a ecoar
Quando na verdade não existe nenhuma canção.

Mulheres são felinas de mais para o entendimento masculino,
São sagazes e vorazes, somos a beleza bruta, e a mais delicada das flores,
Guerrilham por seus direitos, quando esses são tirados, são donas de uma imensa sensualidade, dançam , cantam e choram, quando precisam de toda uma realeza que se esconde dentro de seu ser.







"O céu recusou o gênio às mulheres, para que toda chama pudesse encontrar-se nos seus corações." (Antoine Rivarol)

Feliz dia das mulheres!

domingo, 30 de janeiro de 2011

A morte das estrelas

Estrelas caem a todo instante, mas só eu posso vê-las
Umas caem devagar, outras rápidas. Envergonhadas por estarem perdendo sua luz, caindo do céu assim como anjos rebeldes em meio à madrugada suja, que na visão quase deserta das ruas os olhos enxergam mendigos, e nas esquinas as putas.
As estrelas antes tão brilhantes e lindas, agora por aqui cuspindo para fora a sua luminescência terminal.
Não demorará a ser esquecida, pois em seu lugar outra já palpita.
Na mesma hora e no mesmo lugar o céu gritou de dor para expulsar de dentro da bolsa dilatada uma nova estrela, assim como a antiga, que agora jaz por aqui.
E de cá, a estrela com câncer gemia, agonizava na fraca iluminação que a se própria, despia.
Incorporando-se à terra, tornando-se terra.
Viajando para um lugar que tanto temia, escuro, frio, com germes que famintos, à esperavam.
Se antes lá do céu iluminava a terra, hoje a terra a engolia.
Lá do céu a estrela já havia sido esquecida, de cá, já sem luz e sem vida, seus olhos brancos e cegos na escuridão servia de matéria-prima para os roedores quem em meio à podridão viviam.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Decepção




Dolorosa quanto um corte que derrama sangue
Tão amarga e insensata
Quase nunca esperada,
A dor... Deve-se ao caso do inesperado,
Ou da espera que não sela com o desejo?
Do olhar que procurou outro caminho
E do caminho que os olhos não conseguiram fixar
Do apego que não quer desapegar,
Do espaço que por dentro se espalha
Da distância que se concretizou,
A dor... Que às vezes não dá para suportar,
Ego ferido? Difícil aceitar,
E ainda mais difícil é admitir que não fomos suficientes,
Que não fomos o bastante,
De nos lembrar, que nem sempre conseguiremos.
Isso dá um sacode na nossa vida...
E nos perturba também.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Fim de ano

Ah, nesse fim de ano,
Eu quero lembrar de tudo que eu fiz,
De tudo que transformei, de tudo que mudei,
Quero lembrar as pessoas que conheci,
E que talvez eu nunca volte a vê-las,
Pessoas que plantou dentro de mim sentimentos, e que nem pude me despedi,
Foi tudo tão rápido, não tive tempo.
Foram tantos sorrisos, tanto choro, tantas confusões e paixões,
Que não dá pra esquecer.
O que me fez chorar, o que me fez sofrer,
Vou deixar virar passado, assim como verei esse ano, no ano que vem
Continuarei crescendo, mudando.
Porque nada em mim é constante, apenas a mudança.
E acho que de tanto ouvir isso, me acostumei,
Nesse ano, fortaleci amizades, perdi outras, mais a vida é assim mesmo não é?
Não se pode guardar todo mundo, como se guarda seus ursos e brinquedos de infância
Pessoas vão embora, e isso é tão triste,
Elas seguem, tomam seu rumo,
E você se torna uma lembrança... Uma pessoa do colégio, que no futuro talvez, alguém fale de você para os filhos.
Todo fim de ano, eu choro feito uma criança com saudade.
Agradeço a Deus, por mais um ano,
Lembro das pessoas que foram cedo, e delas ficam marcas que nunca morrerão.
A vida não seria tão cruel assim.
Bem nesse ano nada de votos,
Seja feliz, não perca nada, a passagem por aqui é ligeira.
Viva, nada mais.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Amor: sentimento indefinível



"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem. Caso contrário, os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo... Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Amar, não requer conhecimento prévio... Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível."


Autor desconhecido